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A “Federação Empresarial da China e dos Países de Língua Portuguesa” reforça a partilha de informações e aprofunda a cooperação económica e comercial sino-lusófona

Realizou-se a reunião do Conselho Orientador da “Federação Empresarial da China e dos Países de Língua Portuguesa” (adiante designada por “Federação”) durante a “22.ª Feira Internacional de Macau” (22.ª MIF) e a “Exposição de Produtos e Serviços dos Países de Língua Portuguesa 2017 (Macau) – 2017 PLPEX”. O Conselho Orientador da Federação é composto pelo Conselho para a Promoção do Comércio Internacional da China, por organismos de promoção comercial dos Países de Língua Portuguesa e pelo Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM). A reunião contou com a presença de membros do Conselho Orientador, que partilharam as suas perspectivas face aos trabalhos da Federação, e várias empresas, que manifestaram a expectativa de reforçar a comunicação através da criação de um mecanismo de troca de informações e reuniões periódicas, por forma a promover a cooperação a nível económico e comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa.

Criação do mecanismo no sentido de dar impulso à cooperação económica e comercial

De acordo com a Vogal Executiva do Conselho de Administração do IPIM, Glória Batalha Ng, a Federação instalar-se-á provisoriamente no Centro de Apoio Empresarial de Macau, contando com assistência do IPIM até à conclusão do “Complexo da Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa”, altura em que vão se deslocar as instalações da Federação para o referido complexo multi-funcional. Além disso, tendo em conta que as empresas de Macau são maioritariamente de modalidade pequena e média, a Vogal Executiva espera que as empresas de grande escala do Interior da China possam apoiar aquelas de dimensão relativamente reduzida, no sentido deinvestirem em conjunto nos Países de Língua Portuguesa.

O Vice-Presidente do Conselho para a Promoção do Comércio Internacional da China, Zhang Wei, apresentou um conjunto de sugestões em relação aos trabalhos da Federação. Na sua óptica, deve-se elaborar um plano de desenvolvimento, realizar reuniões periódicas e criar um mecanismo de partilha de informações e intercâmbio. Paralelamente, a Federação pode organizar mais visitas mútuas e realizar actividades de captação de investimento e capitais, exposições, exibições, formação de recursos humanos e outras actividades, em conformidade com as necessidades das empresas, de modo a criar mais plataformas para o intercâmbio e a cooperação das mesmas, promovendo a concretização e o desenvolvimento dos projectos no local destinatário. A par disso, a Federação também deve continuar a destacar as mais valias de Macau enquanto ponte de ligação entre a China e os Países de Língua Portuguesa, aproveitando a rede de contactos possuídos por parte de Macau no Interior da China e nos países lusófonos.

Paralelamente, os representantes de organismos promocionais dos Países de Língua Portuguesa que marcaram presença na reunião têm a expectativa comum de reforçar a cooperação com o Interior da China e outros países que falam também português através da plataforma assumida pela Federação, sugerindo ainda a iniciação de mais actividades pela mesma, no sentido de juntar conhecimentos e absorver opiniões.

Empresas apresentam ideias e sugestões e partilham experiências de investimento

Para além das intervenções feitas por membros do Conselho Orientador, ouviram-se também vozes de empresas do Interior da China e de Macau convidadas para apresentar ideias e sugestões e partilhar as suas experiências de investimento. Um representante das empresas chinesas disse ter actualmente negócios com vários países lusófonos, sendo que o âmbito de cooperação abrange finanças e seguros, saúde e tratamento médico, cultura e educação, etc. Ele ficou com a expectativa de estreitar a relação com Macau para concretizar a complementação das vantagens e ajudar empresas macaenses a explorar os mercados lusófonos. A par disso, também é seu desejo que os Países de Língua Portuguesa possam guiar empresas chinesas a entrar nos seus territórios e proporcionar mais benefícios no âmbito das políticas de investimento. Empresas de Macau, por sua vez, confirmaram o contexto bilingue e as vantagens geográficas de Macau que pode servir de plataforma para a cooperação comercial entre a China e os países lusófonos, permitindo com as condições vantajosas a empresas macaenses e chinesas explorarem mercados além-fronteiras e introduzir produtos e serviços estrangeiros. As empresas esperam que, através da plataforma da Federação Empresarial, possam obter mais informações, benefícios de um vasto leque de intercâmbio e ampliar as áreas de cooperação entre as empresas da China Continental, dos Países de Língua Portuguesa e de Macau.

A “Federação Empresarial da China e dos Países de Língua Portuguesa” está focada em promover o intercâmbio e a cooperação entre empresas chinesas e lusófonas e em estreitar os laços das mesmas, no senti do de fomentar o desenvolvimento do comércio e do investimento. Ao mesmo tempo, a Federação dá apoio total a Macau para construir a Plataforma de Serviços para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, prestando igualmente assistência a empresas que tiram partido das mais-valias singulares de Macau para desenvolver projectos em parceria.

Realizou-se a reunião do Conselho Orientador da “Federação Empresarial da China e dos Países de Língua Portuguesa”

Os participantes partilharam, na reunião, as perspectivas face aos trabalho da Federação

A Federação vai aperfeiçoar constantemente o mecanismo, no sentido de promover a cooperação económica e comercial